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NOUVELLE VAGUE 50 ANOS
GODARD, TRUFFAUT, CHABROL, RESNAIS, ROHMER
E O MOVIMENTO QUE MUDOU TUDO NO CINEMA
_MARCELO MIRANDA
A nouvelle vague nasceu de uma insatisfação. Em plenos anos 50, um grupo de jovens críticos franceses se uniu em torno da idéia comum de transformar o cinema. As teorias fervilhavam nas páginas da revista “Cahiers du Cinema” até que tinta e papel deixaram de ser suficientes, fazendo com que invadissem as ruas, com equipamentos cinematográficos, virando prática e uma autêntica revolução.
A “nova onda” veio para provar que cinema não era só mercado, mas também lugar para projetos autorais. Foi o movimento mais contestador e influente do cinema moderno.
Para efeitos cronológicos, o marco zero da nouvelle vague é “Nas Garras do Vício”, de Claude Chabrol, lançado em 1958 – há exatamente cinco décadas. Porém, alguns “ensaios” já podiam ser sentidos nos anos anteriores. Casos de “E Deus Criou a Mulher” (1956), de Roger Vadim, e “Ascensor para o Cadafalso” (1957), de Louis Malle, que traziam embutidos alguns elementos bastante distintos do cinema praticado até então. A partir da consagração do filme de Chabrol no festival de Locarno, primeiro prêmio internacional da nova geração francesa, em agosto de 1958, o mundo começou a despertar para o impacto dessa onda.
(continua nas páginas de Pipoca Moderna # 40)
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